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  • Um dos principais sinais de desenvolvimento social é a possibilidade de diálogo entre opiniões divergentes. O livre e franco debate abre as mentalidades para além das percepções habituais, expandindo-se as visões de mundo. Esse é também o efeito

    Um dos principais sinais de desenvolvimento social é a capacidade de uma comunidade em promover o diálogo entre opiniões divergentes e dissidentes. Dissidências Sexuais – Diversidade e Direitos é uma mostra de cinema sobre sexualidade e gênero, em que as diferentes idéias e estéticas dos filmes serão debatidas com o público, por professores, estudantes, cineastas, profissionais da saúde, parlamentares e ativistas, visando o avanço de políticas públicas para grupos sociais tradicionalmente marginalizados.

    Em tempos em que o debate político passa por uma profunda crise democrática, é hora de promovermos encontros onde as perspectivas dissidentes possam ter um local de troca e afirmação. Enquanto a divergência revela discordância, a dissidência vai além, e, para início de conversa, já desloca o próprio debate para outras bases, outros valores.

    Realizado pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, a mostra pretende contribuir para a promoção dos direitos daqueles que diariamente sofrem violência, opressão social, política e econômica por suas orientações sexuais, ou de gênero, promovendo assim, a diversidade cultural e os direitos humanos.

    Sexualidade, Gênero e Direitos

    No mundo atual, um dos temas mais polêmicos ainda é o das sexualidades. O discurso religioso, o poder jurídico-policial e a diferenciação de classes continuam sendo marcadores poderosos de repressão sexual e apropriação cultural. No entanto, a comunicação globalizada, ao difundir uma grande diversidade de valores, desafia a moral conservadora. Nos extremos sociais mais vulneráveis, nunca foram tão evidentes a necessidade de educação sexual e políticas públicas de saúde para a proteção às crianças, jovens e minorias sexuais. Nesse mesmo sentido, temas como a diversidade sexual, identidade de gênero, casamento civil igualitário, estatuto da família, feminismo, cultura queer, prostituição, pornografia, cultura do estupro, entre outros, necessitam urgentemente de respostas educativas, políticas e jurídicas que garantam a plena cidadania, a sociabilidade, a liberdade de orientação sexual e de gênero para todos.

    A universidade é um lugar privilegiado para o debate e difusão dessas idéias, tanto pelo seu ambiente educacional e intelectual, quanto pela diversidade de produção cultural e artística, principalmente através de filmes jovens e independentes. É missão da universidade reunir a sociedade e dar subsídios para a execução de políticas públicas democráticas, inclusivas e inovadoras, para que os direitos relacionados à sexualidade e ao gênero sejam garantidos para toda a população.

    Curadoria

    Em uma parceria com os cineclubes Cinerama (UFRJ) e LGBT, selecionamos filmes que, sobretudo, deslocam a percepção habitual, ultrapassam o senso comum e provocam bons debates. Curtas, longas, documentários, animações, performances, diferentes gêneros, formatos e tipos de produção audiovisual. Dentre os principais critérios de seleção, valorizamosfilmes brasileiros, de realizadores jovens, e produções independentes, que compõe um painel amplo e representativo do campo da diversidade sexual. Em parceria com a Cinemateca do MAM, programamos também filmes premiados em festivais internacionais.

    A exceção à programação brasileira é o “Foco Canadá”: na segunda-feira, durante a aberturada Mostra, faremos uma imersão nesse país que, além de promotor de políticas progressistas, é um grande produtor de filmes com a temática de nosso evento. Veremos filmes sobre “cura gay”, história do clitóris, sexualidade de pessoas com deficiência e refugiados por motivos de
    orientação sexual.

    Nos dias que se seguirão, organizamos sessões temáticas como ponto de partida para os debates. Na terça-feira, em “Transgeneridades”, acompanharemos desde a realidade de travestis da periferia de Salvador até a de jovens americanos e cariocas em transição de gênero, passando pela performance, fantasia e poesia radical de homens e mulheres trans.

    Na quarta-feira, trataremos da “Performatividade” na relação entre cultura e sexualidade, seja através das normatividades do discurso religioso, seja pela influência da mídia hegemônica nos comportamentos identitários, ou, ainda, pela resistência militante e ativismo crítico na mídia alternativa.

    Na quinta-feira, encontraremos os filmes “Queer”, de realizadores jovens e ousados, em que a experimentação vigorosa das linguagens e dos corpos transbordam a cada plano.

    No encerramento, na sexta-feira, assistiremos a um “Panorama” de 5 curtas com algumas das principais questões do campo da sexualidade e do gênero: trabalho sexual, feminismo,visibilidade lésbica, transgeneridades, cultura drag, entre outras. No debate final, encaminharemos as questões discutidas ao longo da semana.

    Logo após, celebraremos com os shows de Simone Mazzer e MC Xuxú, seguidos da festa de encerramento nos jardins da Cinemateca do MAM.

    Cineclubismo

    Há uma cultura jovem e vibrante de cineclubismo na cidade do Rio de Janeiro. Um excelenteexemplo é o do Cineclube LGBT, que vem se tornando, cada vez mais, um polo irradiador não apenas do audiovisual mas também da cultura LGBT no Rio de Janeiro, promovendo sessões, debates e festas.

    www.facebook.com/cineclube.lgbt/
    Outro ótimo exemplo é o do Cinerama, da Escola de Comunicação da UFRJ, que além de ser plenamente integrado às atividades acadêmicas universitárias, promove estreias de filmes, mostras, seminários e debates.

    www.facebook.com/cinecinerama/

    A Mostra Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos aposta no crescimento de uma cultura audiovisual jovem interessada na temática da relação entre sexualidade e direitos.

    Acessibilidade Cultural

    Os direitos relacionados à sexualidade e ao gênero de pessoas com deficiência também compõem os temas da Mostra. Na abertura, o Foco Canadá trará o filme Hole (Direção: Martin Edralin, 2014), cujo protagonista é um homem cis gay com deficiência e idoso. Em seguida, no debate, contaremos com Leandra Du Art, ativista LGBTIQ+ e das pessoas com deficiência.

    Na sexta-feira, iniciaremos com uma Roda de Youtubers, incluindo a participação da drag surda Kitana. E, no debate, após a sessão do Programa 9, teremos a participação de Anahi Guedes de Mello, cientista social, pesquisadora dos Estudos sobre Deficiência e uma das precursoras do debate acadêmico sobre capacitismo no Brasil.

    Ainda no dia do Panorama, contaremos com Interpretação em LIBRAS na Roda de Youtubers,
    às 17 horas; audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em LIBRAS na sessão das
    19 horas; Interpretação em LIBRAS no debate; e Interpretação Musical de Sinais nos shows de
    Simone Mazzer e MC Xuxú.

    Na sala de exibição há lugares reservados para pessoas em cadeiras de rodas e pessoas
    obesas. Catálogo em BRAILLE disponível na recepção.
    Acréscimos na disponibilidade de recursos de acessibilidade para toda a Mostra podem ser
    consultados nas atualizações da programação no sítio www.dissidenciassexuais.com.br

    mais potente da arte: revelar modos diversos de viver.

    Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos é uma mostra de cinema sobre sexualidade e gênero na qual as diferentes ideias e estéticas presentes nos filmes serão debatidas com o público por professores, estudantes, cineastas, parlamentares e ativistas, visando políticas públicas progressistas e afirmativas.

    Em tempos em que o debate político e a democracia passam por uma profunda crise, e a demonização da arte se alastra por discursos reducionistas, é hora de promovermos encontros onde as perspectivas dissidentes tenham um local de troca: ao invés da simples oposição, a afirmação de outros valores.

    A potência estética do cinema nos faz atravessar personagens, culturas, experiências, performances, marcando decisivamente o pensamento e a imaginação. Apostamos no encontro entre o cinema e as idéias de forma que a sexualidade seja vivida afirmativamente, as identidades de gênero não sejam consideradas ameaças aos laços sociais e o pensamento seja livre de dogmatismos, exclusão, censura e fundamentalismos.

    Realização do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, a Mostra pretende contribuir para a promoção dos direitos daqueles que diariamente sofrem violência e opressão social, política e econômica por suas orientações sexuais ou identidades de gênero, afirmando, assim, a diversidade cultural e os direitos humanos.

    Sexualidade, Gênero e Direitos

    No mundo atual, um dos temas mais polêmicos ainda é o das sexualidades. O discurso religioso, o poder jurídico-policial e a propaganda continuam sendo marcadores poderosos de repressão sexual e apropriação cultural. No entanto, a comunicação globalizada, ao difundir uma grande multiplicidade de valores, constantemente desafia a moral conservadora.
    Nos extremos sociais mais vulneráveis, nunca foram tão evidentes a necessidade de educação sexual e de políticas públicas de saúde para a proteção às crianças, jovens e minorias sexuais.

    Nesse mesmo sentido, temas como diversidade sexual, identidade de gênero, casamento civil igualitário, estatutos sociais, feminismo, cultura queer, heteronormatividade, trabalho sexual, pornografia, cultura do estupro, entre outros, necessitam urgentemente de respostas educativas, políticas e jurídicas que combatam a violência e os discursos de ódio.

    A universidade é um lugar aberto para o debate e difusão dessas ideias, tanto pelo seu ambiente educacional e intelectual, quanto pela variedade de produções culturais e artísticas, principalmente através de filmes independentes produzidos por realizadores jovens. Portanto, é missão da universidade reunir a sociedade e dar subsídios para a execução de políticas públicas democráticas, inclusivas e transformadoras, para que os direitos relacionados à liberdade de orientação sexual e identidade de gênero sejam garantidos para todos.

    Curadoria

    Em uma parceria com os cineclubes Cinerama (UFRJ) e LGBT, selecionamos filmes que, sobretudo, deslocam a percepção habitual, ultrapassam o senso comum e provocam bons debates. Curtas, longas, documentários, animações, performances, diferentes gêneros, formatos e tipos de produção audiovisual. Dentre os principais critérios de seleção, valorizamos filmes brasileiros, de realizadores jovens, e produções independentes, que compõe um painel amplo e representativo do campo da diversidade sexual. Em parceria com a Cinemateca do MAM, programamos também filmes premiados em festivais internacionais.

    A exceção à programação brasileira é o “Foco Canadá”: na segunda-feira, durante a abertura da Mostra, faremos uma imersão nesse país que, além de promotor de políticas progressistas, é um grande produtor de filmes com a temática de nosso evento. Veremos filmes sobre “cura gay”, história do clitóris, sexualidade de pessoas com deficiência e refugiados por motivos de orientação sexual.

    Nos dias que se seguirão, organizamos sessões temáticas como ponto de partida para os debates. Na terça-feira, em “Transgeneridades”, acompanharemos desde a realidade de travestisda periferia de Salvador até a de jovens americanos e cariocas em transição de gênero, passando pela performance, fantasia e poesia radical de homens e mulheres trans.

    Na quarta-feira, trataremos da “Performatividade” na relação entre cultura e sexualidade, seja através das normatividades do discurso religioso, seja pela influência da mídia hegemônica nos comportamentos identitários, ou, ainda, pela resistência militante e ativismo crítico na mídia alternativa.

    Na quinta-feira, encontraremos os filmes “Queer”, de realizadores jovens e ousados, em que a experimentação vigorosa das linguagens e dos corpos transbordam a cada plano.

    No encerramento, na sexta-feira, assistiremos a um “Panorama” de 5 curtas com algumas das principais questões do campo da sexualidade e do gênero: trabalho sexual, feminismo, visibilidade lésbica, transgeneridades, cultura drag, entre outras. No debate final, encaminharemos as questões discutidas ao longo da semana.

    Logo após, celebraremos com os shows de Simone Mazzer e MC Xuxú, seguidos da festa de encerramento nos jardins da Cinemateca do MAM.

    Acessibilidade Cultural

    Os direitos relacionados à sexualidade e ao gênero de pessoas com deficiência também compõem os temas da Mostra. Na abertura, o Foco Canadá trará o filme Hole (Direção: Martin Edralin, 2014), cujo protagonista é um homem cis gay com deficiência e idoso. Em seguida, no debate, contaremos com Leandra Du Art, ativista LGBTIQ+ e das pessoas com deficiência.

    Na sexta-feira, iniciaremos com uma Roda de Youtubers, incluindo a participação da drag surda Kitana. E, no debate, após a sessão do Programa 9, teremos a participação de Anahi Guedes de Mello, cientista social, pesquisadora dos Estudos sobre Deficiência e uma das precursoras do debate acadêmico sobre capacitismo no Brasil.

    Ainda no dia do Panorama, contaremos com Interpretação em LIBRAS na Roda de Youtubers, às 17 horas; audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em LIBRAS na sessão das 19 horas; Interpretação em LIBRAS no debate; e Interpretação Musical de Sinais nos shows de Simone Mazzer e MC Xuxú.

    Na sala de exibição há lugares reservados para pessoas em cadeiras de rodas e pessoas obesas. Catálogo em BRAILLE disponível na recepção.

    Acréscimos na disponibilidade de recursos de acessibilidade para toda a Mostra podem ser consultados nas atualizações da programação no sítio www.dissidenciassexuais.com.br